A dor nociplástica é uma condição crônica que desafia diagnósticos e confunde até profissionais de saúde. Diferente das dores causadas por lesões ou inflamações, ela surge sem um dano físico.
O corpo dói, os exames não mostram nada de errado e, ainda assim, os sintomas persistem. Como isso é possível? O que faz o sistema nervoso gerar dor sem um motivo evidente?
Se você enfrenta essa condição ou conhece alguém nessa situação, continue lendo. Abaixo, você vai entender como a dor nociplástica ocorre e qual é o primeiro passo para encontrar formas mais eficazes de aliviá-la:
- O que é a dor nociplástica?
- Entendendo as causas da dor nociplástica: Por que ocorre?
- Quais os sintomas da dor nociplástica?
- Como a dor nociplástica é diagnosticada?
- Tratamentos eficazes para a dor nociplástica
- Cannabis medicinal no tratamento da dor nociplástica
- Recomendações para lidar com a dor nociplástica no dia a dia
- Dúvidas frequentes sobre a dor nociplástica
O que é a dor nociplástica?
Desde o ano de 2016, a IASP (Associação Internacional para o Estudo da Dor) atualizou suas categorias de dor, trazendo uma nova classificação: dor nociplástica. Mas o que seria isso?
A dor nociplástica é um tipo de dor crônica associada a um processamento alterado dos sinais dolorosos no sistema nervoso central.
Diferente da dor nociceptiva, que surge como resposta a uma lesão tecidual, ou da dor neuropática, resultante de danos nos nervos, a dor nociplástica não tem uma causa identificável nos tecidos ou no sistema nervoso periférico.
Esse tipo de dor está frequentemente associado a condições como fibromialgia, síndrome do intestino irritável, cefaleia tensional crônica e algumas formas de dor lombar persistente.
A dor nociplástica ocorre devido a uma amplificação dos sinais de dor no cérebro e na medula espinhal, mesmo sem a presença de um estímulo nocivo evidente.
Pacientes com dor nociplástica relatam dor difusa, hipersensibilidade ao toque e impacto na qualidade de vida, mesmo quando exames não mostram alterações anatômicas evidentes.
Esse fenômeno reflete uma disfunção nos mecanismos de modulação da dor, nos quais o sistema nervoso central se torna excessivamente responsivo a estímulos que normalmente não causariam dor.
Estudos sugerem que essa sensibilização envolve alterações na conectividade cerebral, neuroplasticidade e alterações bioquímicas, resultando em uma percepção persistente e desproporcional da dor.
A compreensão da dor nociplástica tem sido importante para diferenciar esse tipo de dor de outras categorias tradicionais e ampliar a visão sobre a complexidade do processamento sensorial humano.
Qual a diferença entre dor nociceptiva, neuropática e nociplástica?
A dor pode ser classificada em diferentes categorias, dependendo de sua origem e dos mecanismos envolvidos: nociceptiva, neuropática e nociplástica, cada uma com características distintas.
A dor nociceptiva surge a partir da ativação dos nociceptores, que são receptores especializados em detectar estímulos potencialmente lesivos.
Diferente da dor nociplástica, essa dor ocorre quando há uma lesão real nos tecidos, como em cortes, queimaduras, fraturas ou inflamações.
Ela está associada a processos biológicos protetores, sinalizando ao organismo que algo está errado. Geralmente, é bem localizada, proporcional ao dano e desaparece conforme a lesão se resolve.
Já a dor neuropática é consequência de um dano ou disfunção no próprio sistema nervoso, seja periférico ou central.
Em vez de ser um aviso de uma lesão em curso, ela ocorre devido a alterações na transmissão dos impulsos nervosos, tornando-se um problema por si só.
Pode acontecer após lesões em nervos, acidentes vasculares cerebrais, compressões nervosas ou doenças como diabetes e esclerose múltipla.
A dor neuropática costuma ser descrita como queimação, formigamento ou choques elétricos e pode ser persistente mesmo sem um estímulo externo.
A principal diferença entre essas dores está na origem do problema: a nociceptiva decorre de um dano tecidual, a neuropática de um problema nos próprios nervos e a nociplástica de uma alteração no processamento da dor.
Entendendo as causas da dor nociplástica: Por que ocorre?
A dor nociplástica ocorre devido a um processamento anômalo da dor no sistema nervoso central, sem que haja lesão evidente nos tecidos ou sinal claro de inflamação.
Um dos principais mecanismos envolvidos é a sensibilização central, um estado em que os neurônios da medula espinhal e do cérebro se tornam hiperativos e exageram a percepção da dor.
Isso acontece devido a uma hiperexcitabilidade dos neurônios da via da dor, somada à redução dos sistemas inibitórios descendentes, que normalmente controlariam esses sinais.
Neurotransmissores como o glutamato e a substância P são liberados em excesso, amplificando a resposta dolorosa.
Outro fator importante é a neuroplasticidade mal adaptativa, onde as conexões neurais são remodeladas de maneira disfuncional, reforçando circuitos de dor mesmo na ausência de um estímulo nocivo.
Em outras palavras, áreas como o córtex somatossensorial e o sistema límbico, processam tanto a dor física quanto o sofrimento emocional, explicando a forte relação entre dor nociplástica e transtornos como ansiedade e depressão.
Além disso, alterações na glia e neuroinflamação contribuem para a perpetuação da dor. Células da glia liberam citocinas pró-inflamatórias que aumentam a excitabilidade neuronal, intensificando a dor.
Condições como fibromialgia, síndrome do intestino irritável e cefaleia tensional são exemplos de doenças associadas à dor nociplástica.
Fatores de risco para o desenvolvimento da dor nociplástica
Diversos fatores podem predispor uma pessoa ao desenvolvimento da dor nociplástica, alterando a forma como o sistema nervoso central processa estímulos dolorosos, sendo os mais comuns:
- Alterações genéticas: Algumas variantes genéticas podem afetar neurotransmissores como serotonina e dopamina, tornando o sistema de regulação da dor menos eficiente.
- Histórico de dor crônica na família: A predisposição genética e o ambiente compartilhado podem influenciar a percepção da dor ao longo da vida.
- Distúrbios do sono: Noites mal dormidas reduzem a função dos mecanismos inibitórios da dor, favorecendo a hipersensibilização.
- Estresse crônico e traumas emocionais: Experiências adversas na infância ou exposição contínua ao estresse podem reconfigurar circuitos neurais, tornando o sistema nervoso mais reativo à dor.
- Sedentarismo: A falta de movimento prejudica a função do sistema nervoso e reduz a liberação de endorfinas, que são analgésicos naturais do corpo.
- Processos inflamatórios persistentes: Mesmo sem uma lesão direta, a inflamação sistêmica de baixo grau é capaz de alterar a sinalização da dor no cérebro e medula espinhal.
- Distúrbios hormonais: Flutuações hormonais, especialmente no eixo cortisol-adrenalina e nos hormônios sexuais, influenciam a sensibilidade à dor.
- Uso crônico de opioides e analgésicos: A longo prazo, essas substâncias podem aumentar a sensibilização do sistema nervoso, piorando a percepção de desconfortos.
Esses fatores, quando combinados, aumentam a chance de desenvolver dor nociplástica, mesmo sem um dano aparente nos tecidos.
Quais os sintomas da dor nociplástica?
Os sintomas da dor nociplástica contemplam um conjunto de manifestações que refletem o processamento alterado da dor pelo sistema nervoso central.
Esses sintomas costumam ser difusos, sem uma causa evidente, e frequentemente se sobrepõem a outras condições, dificultando sua identificação, a citar:
- Dor difusa e persistente: A dor nociplástica costuma ser crônica, mal localizada e pode mudar de intensidade e localização ao longo do tempo;
- Alodinia: Sensação dolorosa provocada por estímulos que normalmente não causam dor, como um toque leve na pele ou o contato com roupas;
- Hiperalgesia: Resposta exagerada à dor, que torna os estímulos dolorosos mais intensos do que o esperado;
- Fadiga extrema: Cansaço persistente, não relacionado a esforço físico e que não melhora com o repouso;
- Sono não reparador: Dificuldade em atingir estágios profundos do sono, resultando em sensação de cansaço ao acordar;
- Dificuldades cognitivas (brain fog): Problemas de concentração, esquecimento frequente e sensação de lentidão mental;
- Rigidez muscular: Sensação de músculos enrijecidos, principalmente ao acordar ou após períodos de inatividade;
- Alterações na sensibilidade térmica: Algumas pessoas relatam desconforto extremo ao calor ou ao frio, mesmo em temperaturas amenas;
- Sintomas gastrointestinais: Problemas como dor abdominal, inchaço e alteração no hábito intestinal são comuns, especialmente em sobreposição com a síndrome do intestino irritável.
- Distúrbios do humor: Ansiedade, depressão e irritabilidade são comorbidades da dor nociplástica, devido à interligação entre os sistemas de dor e emoção no cérebro.
A dor nociplástica em crianças: sinais a serem observados
A dor nociplástica também pode ocorrer em crianças, embora seja menos frequente do que em adultos.
As crianças com dor nociplástica costumam se queixar de dor constante ou recorrente que não parece ter uma causa física clara. A dor pode ser descrita em termos gerais, como “doi por todo o lado” ou “doi tudo”.
Além da dor, as crianças com dor nociplástica podem mostrar sinais de fadiga, alterações de humor, dificuldade de concentração e problemas de sono.
Elas também costumam apresentar sensibilidade aumentada ou dor em resposta a estímulos que normalmente não seriam dolorosos, como toque leve ou exposição ao frio.
Como a dor nociplástica é diagnosticada?
O diagnóstico da dor nociplástica é clínico, baseado na análise dos sintomas, histórico do paciente e exclusão de outras causas de dor.
Contudo, alguns exames podem ser utilizados para apoiar a avaliação e descartar condições nociceptivas (lesão tecidual) ou neuropáticas (lesão nervosa).
Embora não existam exames específicos que confirmem diretamente a dor nociplástica, algumas ferramentas podem ajudar na investigação, como:
- Ressonância magnética funcional (fMRI): Analisa a atividade cerebral em resposta à dor e pode revelar hiperativação em áreas associadas à percepção dolorosa.
- Eletroencefalograma (EEG) quantitativo: Pode mostrar padrões anormais de conectividade cerebral relacionados à amplificação da dor.
- Sensory Testing Quantitativo (QST): Mede a resposta do paciente a estímulos térmicos, mecânicos e elétricos, identificando fenômenos como alodinia e hiperalgesia.
- Estudo da variabilidade da frequência cardíaca: Avalia o equilíbrio entre o sistema nervoso simpático e parassimpático, que pode estar alterado na dor nociplástica.
- Marcadores inflamatórios e neuroquímicos: Exames como PCR, citocinas e substância P podem indicar alterações associadas à sensibilização central.
- Estudo do líquido cefalorraquidiano (LCR): Em pesquisas, níveis alterados de neurotransmissores, como serotonina e glutamato, foram encontrados em pacientes com dor nociplástica.
Tratamentos eficazes para a dor nociplástica
Uma vez diagnosticada a dor nociplástica, o médico irá sugerir várias abordagens de manejo disponíveis para melhorar sua qualidade de vida.
O tratamento da dor nociplástica busca modular o sistema nervoso central, já que analgésicos comuns, como anti-inflamatórios e opioides, geralmente não são eficazes. As principais classes de medicamentos utilizadas são:
- Antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina e nortriptilina, melhoram a inibição da dor no sistema nervoso central e auxiliam no sono;
- Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSNs), como duloxetina e venlafaxina, regulam a dor e o humor, sendo úteis para dor generalizada;
- Anticonvulsivantes moduladores da dor, como pregabalina e gabapentina, reduzem a hiperexcitabilidade neuronal e aliviam a hiperalgesia;
- Relaxantes musculares de ação central, como a ciclobenzaprina, que auxilia em casos de rigidez muscular associada à dor crônica;
- Agonistas alfa-2 adrenérgicos, como a clonidina, atuam na modulação do sistema nervoso autônomo e no controle da dor;
- Anestésicos locais de uso sistêmico, utilizados em casos mais resistentes para reduzir a sensibilização central. Exemplos incluem a lidocaína intravenosa;
- Antagonistas do receptor NMDA, que são moduladores da dor indicados para pacientes com alta sensibilização central, usados apenas em ambiente controlado e hospitalar.
A escolha do medicamento depende do perfil do paciente e da resposta ao tratamento. Em complemento, terapias não medicamentosas, como fisioterapia, acupuntura, relaxamento e biofeedback, melhoram os resultados das abordagens de primeira linha.
No caso de manifestações de ansiedade ou dificuldades cognitivas, são disponibilizadas terapias psicocomportamentais (incluindo terapia cognitiva e comportamental, meditação, relaxamento e outras…).
Cannabis medicinal no tratamento da dor nociplástica
Há muito tempo se sabe que a Cannabis pode ser usada como um método de alívio da dor crônica. Graças aos seus efeitos analgésicos, este tipo de terapia ajuda a modular as percepções nociceptivas.
Como você já sabe, a dor nociplástica é causada pela sensibilização central e disfunções no processamento da dor pelo sistema nervoso, mas os compostos da Cannabis podem atuar nesses processos por diversos mecanismos.
O sistema endocanabinoide, por exemplo, está fortemente envolvido na regulação da dor, e a Cannabis age sobre ele através de seus fitocanabinoides.
Um desses canabinoides é o THC, que se liga aos receptores CB1 no sistema nervoso central, ajudando a diminuir a hiperexcitabilidade dos neurônios na medula espinhal e no tálamo, áreas envolvidas na amplificação da dor.
O THC também influencia a liberação de dopamina e serotonina, o que explica seus benefícios na redução da alodinia e da hiperalgesia, sintomas comuns na dor nociplástica.
Por outro lado, o CBD pode inibir a degradação da anandamida, um canabinoide endógeno com propriedades analgésicas. Este composto também pode agir sobre a microglia e os astrócitos, células do sistema nervoso.
Na dor nociplástica, essas células ficam ativadas de maneira persistente, liberando mediadores inflamatórios que intensificam a percepção dolorosa.
Contudo, o Canabidiol tem propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras que ajudam a reduzir essa ativação desregulada, diminuindo a sensibilização e o desconforto associado.
Combinando esses efeitos sobre a transmissão neural, a inflamação e os neurotransmissores, a Cannabis é uma opção de tratamento a ser considerada por aqueles que precisam reduzir a intensidade da dor nociplástica.
E o melhor de tudo é que todos esses possíveis benefícios da Cannabis medicinal podem ser entregues com riscos menores de efeitos colaterais do que os tratamentos convencionais.
O que os estudos científicos apontam sobre o uso da Cannabis na dor nociplástica?
Um estudo de 2021 analisou o impacto do uso da Cannabis medicinal no consumo de opioides entre pacientes com dor crônica em Delaware.
Os pesquisadores acompanharam 81 indivíduos que receberam prescrição para Cannabis medicinal e que estavam em tratamento com opioides em uma clínica especializada. O objetivo foi verificar se o uso de opioides diminuiu após a prescrição.
Utilizando uma análise retrospectiva, os pesquisadores mediram o consumo de opioides em miligramas equivalentes de morfina (MME).
Os resultados mostraram uma redução média geral de 12,3 MME no uso de opioides após o uso de Cannabis medicinal, com um nível de significância estatística elevado.
Entre os 63 pacientes que já usavam opioides regularmente antes do estudo, houve uma queda média de 31,3% no consumo.
Quando analisado o impacto sobre a dor, os pacientes com dor no pescoço tiveram a maior redução, com uma média de 41,5%.
Pacientes com dor lombar tiveram uma redução de 29,4%, enquanto aqueles com dor no joelho apresentaram uma queda de 32,6%.
Os resultados sugerem que o uso de Cannabis medicinal pode estar associado a uma redução significativa no uso de opioides entre pacientes com dor crônica.
Outro estudo de 2015 revisou a literatura médica sobre a Cannabis medicinal, analisando ensaios clínicos randomizados sobre canabinoides para dor.
A revisão focou em 28 ensaios, com destaque para estudos que avaliaram o uso da Cannabis no tratamento da dor crônica e dor neuropática.
Os resultados indicaram que a Cannabis medicinal e os canabinoides podem ser eficazes para essas condições, com evidências de alta qualidade sustentando seu uso.
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Recomendações para lidar com a dor nociplástica no dia a dia
Quando se trata de enfrentar a dor nociplástica, qualquer mudança positiva na rotina pode influenciar sua qualidade de vida. Confira algumas estratégias simples podem melhorar os resultados das terapias em andamento:
1. Busque conhecimento sobre a condição
Quanto mais você entender os mecanismos subjacentes e os fatores que podem desencadear ou agravar a dor nociplástica, melhor equipado estará para tomar decisões sobre seu tratamento e autocuidado.
Consulte fontes confiáveis de informação, converse com profissionais de saúde e participe de grupos de apoio online ou presenciais para aprender com a experiência de outras pessoas que lidam com a mesma condição.
2. Estabeleça uma rotina diária
Não subestime o poder de uma rotina organizada no manejo da dor nociplástica. Ter uma programação previsível ajuda a minimizar os fatores desencadeantes de dor, além de te dar mais controle sobre a sua condição.
Para isso, tente estabelecer horários regulares para acordar, comer, realizar atividades físicas leves e descansar. Isso também te permitirá reduzir o estresse, que muitas vezes piora os sintomas da dor nociplástica.
3. Pratique técnicas de relaxamento
Experimente diferentes técnicas, como a respiração profunda, a meditação e o relaxamento muscular progressivo para diminuir a tensão muscular, reduzir a sensação de dor e melhorar seu estado emocional geral.
Reserve um tempo todos os dias para se dedicar a essas práticas de relaxamento, seja pela manhã, durante uma pausa no trabalho ou à noite antes de dormir.
Tornar isso um hábito ajudará a minimizar os sintomas concomitantes da dor nociplástica, como fadiga, estresse, insônia e ansiedade.
4. Mantenha-se ativo
Pode parecer contraintuitivo manter-se ativo quando o seu corpo está com dor, mas a realidade é que a prática de exercícios pode ser uma virada de chave no seu bem-estar geral.
Incorporar atividades leves, como caminhar, nadar ou alongar, à sua rotina diária mantém seus músculos flexíveis e reduz a rigidez que acompanha a dor crônica.
O exercício também libera endorfinas, substâncias do corpo que atuam como analgésicos naturais. O benefício? Além de reduzir a dor e os sintomas que acometem o estado psicológico, isso fortalece sua saúde como um todo.
Mas lembre-se de começar devagar e escolher atividades que você gosta, para que seja mais provável que você as mantenha a longo prazo.
5. Encontre apoio emocional
Lidar com a dor nociplástica é uma jornada emocionalmente desafiadora, mas você não precisa passar por ela sozinho. Converse com amigos e familiares sobre o que você está passando e compartilhe suas preocupações.
Considere também a possibilidade de ingressar em grupos de apoio ou participar de comunidades dedicadas a pessoas que lidam com dor crônica.
O compartilhamento de histórias, conselhos e estratégias de enfrentamento pode oferecer mais conforto e ser uma fonte de inspiração.
6. Gerencie o estresse
O estresse pode intensificar os sintomas da dor nociplástica. Portanto, adotar técnicas de gerenciamento do estresse é uma parte importante do autocuidado.
Além das técnicas de relaxamento mencionadas anteriormente, considere praticar mindfulness, que envolve focar sua atenção no momento presente, aceitando seus pensamentos e sentimentos sem julgamento.
Outras opções incluem escrever em um diário para expressar suas emoções, dedicar tempo a hobbies que você goste e aprender a dizer “não” quando necessário para evitar sobrecarga.
7. Cuide de sua saúde mental
É normal sentir frustração, ansiedade e tristeza, ao lidar com dor crônica. Em situações como esta, procurar aconselhamento psicológico com um terapeuta pode ser altamente benéfico.
Por ser uma condição de alto impacto na saúde mental, especialistas normalmente indicam que o paciente com dor nociplástica faça acompanhamento com um psicoterapeuta.
Este profissional vai te ajudar a desenvolver estratégias para lidar com pensamentos negativos e melhorar seu bem-estar emocional.
Dúvidas frequentes sobre a dor nociplástica
A dor nociplástica confunde muita gente. Como ela não está ligada a inflamação ou lesão visível, muitas pessoas passam anos sem um diagnóstico claro, testando tratamentos sem resultado.
Quem convive com ela busca respostas para muitas questões, e é isso que vamos esclarecer agora.
1. A dor nociplástica pode desaparecer com o tempo?
A dor nociplástica não segue um padrão fixo de melhora ou piora. Algumas pessoas conseguem reduzir a intensidade dos sintomas com estratégias adequadas, enquanto outras lidam com essa dor por anos sem grandes mudanças.
O tempo, por si só, não é um fator determinante. O que realmente faz diferença é o que é feito nesse período. A chave está em entender os mecanismos individuais de cada caso.
A dor pode ser amenizada com ajustes no estilo de vida, terapias integrativas e tratamentos que ajudem a regular a percepção da dor pelo sistema nervoso. Por outro lado, se nada for feito, ela tende a persistir e até se intensificar.
2. Como identificar gatilhos que podem piorar a dor?
Cada organismo reage de uma forma, mas existem alguns padrões que ajudam a entender o que pode estar agravando a dor nociplástica.
Manter um diário de sintomas pode ajudar a identificar padrões. Anotar o que foi comido, os níveis de estresse, a qualidade do sono e as atividades do dia pode revelar o que está desencadeando ou agravando a dor.
Depois de identificar os principais gatilhos, o foco deve ser minimizar a exposição a eles. Pequenos ajustes na rotina já podem reduzir os sintomas e produzir melhoras na qualidade de vida.
3. É possível prevenir a dor nociplástica?
Como o problema está no funcionamento do sistema nervoso, a melhor forma de prevenir a dor nociplástica é adotando hábitos que mantêm esse sistema equilibrado.
A atividade física regular é um dos principais aliados. Exercícios adaptados ajudam a modular a sensação de dor e fortalecem o corpo para evitar compensações que podem piorar o quadro.
O sono de qualidade também é importante, pois noites mal dormidas aumentam a sensibilidade do sistema nervoso e favorecem crises de dor.
Quem já apresenta sinais de dor crônica deve procurar acompanhamento o quanto antes. Quanto mais cedo as abordagens corretas forem aplicadas, maior a chance de evitar que a dor nociplástica se torne persistente e limitante.
Conclusão
A dor nociplástica é um desafio real, mas não precisa ser uma sentença de sofrimento constante. Pequenas mudanças na rotina podem transformar a forma como o corpo reage à dor, trazendo mais controle e qualidade de vida.
E se você busca alternativas para um manejo mais eficiente da dor, vale a pena conhecer as possibilidades que a Cannabis pode oferecer.
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